Hoje li uma frase do Chaplin que me chamou muito a atenção: "Cada um tem de mim exatamente o que cativou".
E é verdade.
Eu vou te tratar do jeito que acho que você merece, pois é a maneira como você me fez te tratar.
Nem todo mundo é assim, justamente por causa dos preconceitos. Mas eu sou. Ou tento ser.
Os preconceitos se formam inevitavelmente, mas procuro ignorá-los.
Eu procuro te tratar exatamente da forma que você merece.
Se te trato bem, você deve ser legal comigo.
Se te trato mal, alguma coisa você fez para merecer.
It doesn't, and you can't, I won't, and it don't, it hasn't, it isn't, it even ain't, and it shouldn't, it couldn't.
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Advogada do Diabo
Na sua infância você monta os conceitos que vai carregar para a vida toda, você gera os complexos que vai ter para a vida toda. É na sua infância que você aprende o que é bonito, o que é feio, o que é certo, o que é errado, o que é bom e o que é ruim.
Na sua infância a opinião alheia não importa tanto, o que importa mesmo são os seus pais, afinal você é dependente.
O que você faria se crescesse acreditando que o conceito de feio é exatamente o que você é? Eu não cresci assim, então não sei dizer a que ponto eu chegaria. Talvez eu operasse meu nariz, meus olhos, minhas bochechas, meu queixo, talvez eu mudasse o tom da minha pele, talvez eu enlouquecesse.
Algumas crianças são amadurecidas por necessidade. Se tornam adultas muito rápido. Têm que trabalhar desde cedo, têm que se acostumar à uma vida adulta, ao invés de ser criança.
O que você faria se tivesse oportunidade, tempo ocioso e dinheiro para (re)viver um pouco da sua infância?
Eu tive infância, então não sei se estou interessada em revivê-la, e nem se teria oportunidade, tempo ocioso e dinheiro para isso. Mas se eu tivesse sido um adulto precoce, talvez a ideia me soasse doce.
Mas pô, gastar dinheiro com essas bobagens, esses traumas infantis, enquanto tem gente precisando?
É, e mesmo assim ainda sobrava um pouquinho para doar à quem precisava.
Falar mal do Michael Jackson é muito fácil.
A morte dele foi muito estranha para mim, porque o Michael Jackson era um cara tão mágico, tão surreal, que parecia um mito. Ele parecia eterno.
"Beat it!" (He just did it)
Na sua infância a opinião alheia não importa tanto, o que importa mesmo são os seus pais, afinal você é dependente.
O que você faria se crescesse acreditando que o conceito de feio é exatamente o que você é? Eu não cresci assim, então não sei dizer a que ponto eu chegaria. Talvez eu operasse meu nariz, meus olhos, minhas bochechas, meu queixo, talvez eu mudasse o tom da minha pele, talvez eu enlouquecesse.
Algumas crianças são amadurecidas por necessidade. Se tornam adultas muito rápido. Têm que trabalhar desde cedo, têm que se acostumar à uma vida adulta, ao invés de ser criança.
O que você faria se tivesse oportunidade, tempo ocioso e dinheiro para (re)viver um pouco da sua infância?
Eu tive infância, então não sei se estou interessada em revivê-la, e nem se teria oportunidade, tempo ocioso e dinheiro para isso. Mas se eu tivesse sido um adulto precoce, talvez a ideia me soasse doce.
Mas pô, gastar dinheiro com essas bobagens, esses traumas infantis, enquanto tem gente precisando?
É, e mesmo assim ainda sobrava um pouquinho para doar à quem precisava.
Falar mal do Michael Jackson é muito fácil.
A morte dele foi muito estranha para mim, porque o Michael Jackson era um cara tão mágico, tão surreal, que parecia um mito. Ele parecia eterno.
"Beat it!" (He just did it)
Medo
Medo de "serespaperconfi". De ser, estar, parecer, permanecer, continuar, ficar.
Medo de amar e não ser amada.
Medo de me jogar e não ter volta.
Medo de me arrepender.
Medo de precisar.
Medo de ir e não voltar.
Medo de esquecer.
Medo de lembrar.
Medo de ser triste demais.
Medo de ser feliz demais.
Medo da insuficiência.
Medo da carência.
Medo da essência.
Medo da aparência.
Medo do óbvio.
Medo do utópico.
E quem não tem medo?
Esse ano eu resolvi ser mais corajosa.
Esse ano eu peguei uma estrelinha!
pan pan pan pan pan param pan pan pan pan pan pan param pan
Medo de amar e não ser amada.
Medo de me jogar e não ter volta.
Medo de me arrepender.
Medo de precisar.
Medo de ir e não voltar.
Medo de esquecer.
Medo de lembrar.
Medo de ser triste demais.
Medo de ser feliz demais.
Medo da insuficiência.
Medo da carência.
Medo da essência.
Medo da aparência.
Medo do óbvio.
Medo do utópico.
E quem não tem medo?
Esse ano eu resolvi ser mais corajosa.
Esse ano eu peguei uma estrelinha!
pan pan pan pan pan param pan pan pan pan pan pan param pan
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Amém
Pare. Averigue. Vasculhe. Saiba. Procure. Pesquise. Confira. Questione. Estude. Pense. Repense. Cutuque. Pergunte. Responda. Debata. Analise. Discuta. Ouça. Fale. Desconfie. Leia. Observe. Suspeite. Duvide. Ache. Perca. Descubra. Aprofunde. Escreva. Apague. Esqueça. Lembre. Coma. Absorva. Vomite. Coma de novo.
E não saia por aí dizendo "amém" para tudo o que você escuta.
"589.
O primeiro pensamento do dia - A melhor maneira de começar o dia é, ao acordar, imaginar se nesse dia não podemos dar alegria a pelo menos uma pessoa. Se isso pudesse valer como substituto do hábito religioso da oração, nossos semelhantes lucrariam com tal mudança."
Friedrich Nietzsche
E não saia por aí dizendo "amém" para tudo o que você escuta.
"589.
O primeiro pensamento do dia - A melhor maneira de começar o dia é, ao acordar, imaginar se nesse dia não podemos dar alegria a pelo menos uma pessoa. Se isso pudesse valer como substituto do hábito religioso da oração, nossos semelhantes lucrariam com tal mudança."
Friedrich Nietzsche
quarta-feira, 24 de junho de 2009
20 e poucos anos
"Eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais dos meus vinte e poucos anos."
Se você soubesse que viveria somente até os 20 anos, você teria vivido diferente?
Teria estudado menos? Pensado menos na sua profissão? Teria pensado menos sobre Deus ou Darwin? Teria feito mais? Teria mais coragem? Menos orgulho? Teria usado mais drogas? Teria bebido menos? Teria rezado? Teria esperado para casar virgem? Teria ido à mais lugares? Teria abraçado mais? Beijado mais? Estapeado mais? Teria brigado com alguém? Teria pedido desculpa? Teria economizado tanto dinheiro? Teria escovado menos os dentes? Teria sentido tanta raiva? Teria falado menos? Ou mais? Teria olhado mais para o céu? Ou menos? Teria olhado mais para ele? Ou para ela? Teria reclamado menos? Teria jogado tanto videogame? Teria rido mais? Ou chorado mais? Teria comido mais? Teria ido à academia? Teria lido esse texto?
É tão ingrato, é tão pouco tempo de vida, que não dá pra responder.
Se você soubesse que viveria somente até os 20 anos, você teria vivido diferente?
Teria estudado menos? Pensado menos na sua profissão? Teria pensado menos sobre Deus ou Darwin? Teria feito mais? Teria mais coragem? Menos orgulho? Teria usado mais drogas? Teria bebido menos? Teria rezado? Teria esperado para casar virgem? Teria ido à mais lugares? Teria abraçado mais? Beijado mais? Estapeado mais? Teria brigado com alguém? Teria pedido desculpa? Teria economizado tanto dinheiro? Teria escovado menos os dentes? Teria sentido tanta raiva? Teria falado menos? Ou mais? Teria olhado mais para o céu? Ou menos? Teria olhado mais para ele? Ou para ela? Teria reclamado menos? Teria jogado tanto videogame? Teria rido mais? Ou chorado mais? Teria comido mais? Teria ido à academia? Teria lido esse texto?
É tão ingrato, é tão pouco tempo de vida, que não dá pra responder.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Óbvio Utópico
Eu não gosto do óbvio, aliás, eu odeio o óbvio. Quando alguém me fala algo óbvio, soando como conselho, eu fico com raiva. Porque é tão óbvio e tão desnecessário de ser falado, que eu acabo pensando que esse alguém me acha burra, muito burra.
"Você quer passar numa pública? Cara, então você tem que estudar!"
Ah! Agora conta aquela do pintinho.
O óbvio está na cara, todo mundo enxerga, todo mundo sente. É desnecessário.
Mas eu também não gosto do total oposto. Eu não gosto do utópico, aquilo que quase ninguém pensa, ou o que é irreal, impossível. Prefiro ser mais pé-no-chão, mais realista. Não quero o inalcançável. Não quero ficar vivendo nas nuvens.
Sendo assim, gosto do óbvio utópico. Que, a meu ver, é aquilo tudo que está na sua frente, debaixo do seu nariz, mas que não é tão fácil de enxergar. É belo. É misterioso. É algo que, para ver, você tem que ir buscar na essência.
Ai, ai, esses barbudos.
"Você quer passar numa pública? Cara, então você tem que estudar!"
Ah! Agora conta aquela do pintinho.
O óbvio está na cara, todo mundo enxerga, todo mundo sente. É desnecessário.
Mas eu também não gosto do total oposto. Eu não gosto do utópico, aquilo que quase ninguém pensa, ou o que é irreal, impossível. Prefiro ser mais pé-no-chão, mais realista. Não quero o inalcançável. Não quero ficar vivendo nas nuvens.
Sendo assim, gosto do óbvio utópico. Que, a meu ver, é aquilo tudo que está na sua frente, debaixo do seu nariz, mas que não é tão fácil de enxergar. É belo. É misterioso. É algo que, para ver, você tem que ir buscar na essência.
Ai, ai, esses barbudos.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Egoísmo
Todos somos egoístas. Só temos que perceber isso e parar de distorcer o significado da palavra.
Tudo, tudo, tudo que você faz é apenas para o seu bem. Independente de ser bom para mais alguém, ou não.
O altruísmo é um ato egoísta dos mais interessantes. É o ato que faz você pensar que não é egoísta. Mas é. Claro que é. Ou você se sente mal em ser altruísta?
Deixar alguém feliz não é gostoso? Não dá um prazer? Não dá uma alegria interna? Não dá satisfação? Não faz você se sentir bem consigo mesmo? Pois é, totalmente egoísta.
Se você faz algo contra a sua vontade, é para se sentir bem em outro sentido. Por exemplo, se bebe só para enturmar, mesmo não gostando de beber, é só para se sentir bem com a turma.
O motivo de tudo é o seu próprio bem.
Não sinta vergonha disso, todo mundo é assim.
Mahatma Ghandi era egoísta.
Adolf Hitler também.
Fruto de uma conversa na praça. Adoro filosofar no solzinho.
Tudo, tudo, tudo que você faz é apenas para o seu bem. Independente de ser bom para mais alguém, ou não.
O altruísmo é um ato egoísta dos mais interessantes. É o ato que faz você pensar que não é egoísta. Mas é. Claro que é. Ou você se sente mal em ser altruísta?
Deixar alguém feliz não é gostoso? Não dá um prazer? Não dá uma alegria interna? Não dá satisfação? Não faz você se sentir bem consigo mesmo? Pois é, totalmente egoísta.
Se você faz algo contra a sua vontade, é para se sentir bem em outro sentido. Por exemplo, se bebe só para enturmar, mesmo não gostando de beber, é só para se sentir bem com a turma.
O motivo de tudo é o seu próprio bem.
Não sinta vergonha disso, todo mundo é assim.
Mahatma Ghandi era egoísta.
Adolf Hitler também.
Fruto de uma conversa na praça. Adoro filosofar no solzinho.
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