quarta-feira, 22 de maio de 2013

Sobrinho


Fiz esse versinho pra te contar
Que quando eu achava
Que já amava muito na vida
Você veio me mostrar
O quanto mais eu posso amar.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Abraço


Pra mim o abraço sempre significou mais que o beijo.
O abraço é um ato de carinho, intimidade. É um ato sincero.
Ninguém consegue abraçar de mentira, sem sentir algo.

É o único gesto capaz de matar a saudade, é o gesto mais sincero de concilliação, a forma mais bonita de conquista e a mais pura de amor.

Sorrio de lembrar que te abracei quando te conheci.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Today


Hoje? Hoje eu queria chegar em casa. Casa mesmo. Lar. Queria abraçar meus pais e meus irmãos, queria sentir o cheiro da minha casa, queria que todo mundo sentasse em volta da mesa e jogasse algo junto, e que depois a gente jantasse algo que minha mãe fez, e ainda que depois a gente ficasse conversando até, um a um, todos irem dormir. Eu queria ouvir, pela primeira vez ao vivo, o meu sobrinho rir, e queria abraçá-lo até ter certeza de que ele se lembra de mim. Eu queria ouvir a bagunça dos meus cachorros quando eu chego, um chorando e o outro latindo, queria eles pulando em mim, queria deitar no chão com eles.
Eu queria as brigas e as risadas, os abraços e os beijos.

Era tudo o que eu queria nesse minuto.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mind the gap

Quando eu vim pra cá, em 2009, passei 5 dias em Londres e usei o metrô todos esses dias. Em cada estação, a cada parada, "mind the gap". Foi marcante. Gostei da frase, me remetia a vários detalhes que gosto da Inglaterra. Pois bem, voltei pra cá em 2012 e fiquei triste por não ouvir mais a frase. No começo fiquei sem entender, achei que talvez eu não estivesse prestando atenção, ou não estivesse indo nas estações mais centrais. Demorou um pouco pra eu perceber porque eu não ouvia mais a frase clássica.
E não é que nesses anos o metrô daqui evoluiu? A frase não é mais falada porque não há mais "gap". Em algumas estações, as mais antigas, ainda se ouve a frase, mas na maior parte delas, não há mais nenhum vão considerável entre o trem e a plataforma, não há mais degrau, agora quase todo o metrô de Londres é acessível.
Eu fico cada vez mais orgulhosa dessa cidade.

terça-feira, 12 de março de 2013

My Dear London

Hoje eu e Londres fazemos aniversário de 6 meses.
Nos conhecemos em 2009 e nos apaixonamos, mas havia um oceano entre nós. E aí veio essa oportunidade de nos aproximarmos de novo, em 2012.
Nosso relacionamento começou delicioso e está indo muito bem, muito equilibrado. Sempre soubemos que não passaria de um ano e mantivemos isso em mente. Isso mantém o relacionamento estável. Assim nos amamos muito e profundamente no tempo que temos junto, e também nos suportamos em todos os momentos difíceis, porque sabemos que vai acabar logo.
E assim vamos levando.
No final vamos nos despedir ainda com muito amor uma pela outra e vai restar só a saudade gostosa do melhor tempo das nossas vidas.

Londres, só espero que esteja sendo tão bom pra você quanto está sendo pra mim.

sábado, 5 de janeiro de 2013

London, London


Acho que agora é um bom momento de finalmente postar algumas notícias sobre a vida londrina.
Eu vejo que tem muita gente do programa (CsF) que tá sofrendo muito com a saudade e muita gente tendo problemas de adaptação, coisas assim. Eu devo dizer que não está sendo tão ruim assim pra mim não.
No começo houve uma ansiedade, que está ameaçando se repetir agora, por conta do dinheiro. É que eu tive problemas excepcionais com a transição do dinheiro do Brasil pra cá. Eu já tinha recebido o dinheiro do governo, estava na minha conta do Brasil e demorou pra dar certo de transferir pra minha conta aqui. Mas isso tudo foi culpa de um funcionário maldito do Banco do Brasil mesmo. Depois eu tive problemas com o banco aqui, que é o NatWest, que demorou muito pra enviar minha senha. Sei lá por quê. Ninguém mais teve esse problema, então acho que foi zica minha.
Mas depois que isso tudo passou eu pude aproveitar mais. Fiquei mais tranquila.
Eu admito que tenho uns momentos depressivos por aqui, quando acho que meu trabalho da faculdade não está bom, quando bate uma saudade muito apertada... mas isso é normal, aconteceria em qualquer lugar.
No começo eu estranhei o esquema da faculdade, parecia que tudo estava fácil demais, eu tinha medo de estar perdendo a parte difícil. Na verdade a parte difícil veio depois, tudo foi se desenvolvendo de uma maneira meio lenta, mas ficou bem complexo. Mas ficou complexo de uma maneira interessantíssima! Eu estou adorando fazer um curso num esquema completamente diferente do que era no Brasil, estou adorando as diferenças. Parece que depende mais de mim, eu preciso me controlar e me cuidar pra fazer tudo certo. E o foco das minhas aulas aqui era tudo que eu queria! Eu não sei bem como são todas as faculdades de arquitetura do Brasil, mas na PUC eu sinto que eu não teria oportunidade de desenvolver esse tipo de raciocínio que estou desenvolvendo aqui. Então a experiência na faculdade está sendo muito produtiva.
Quanto ao fato de viver sozinha, estou gostando também. Estou sendo organizada de uma forma que me surpreende. E não estou me sentindo muito solitária, essa é a melhor parte. Não sei se é o Skype, se são os bons amigos daqui (tá no plural, mas não são muitos assim), se é a mente ocupada demais, se é o deslumbramento com a cidade, se é o ar, ou a água dura... só sei que está sendo suave. E eu ainda nem tive nenhuma crise de pânico! Tá lindo isso.
Agora no final do ano foi mais duro. Essa é a época do ano que eu tenho certeza que vou ver minha família toda, é a época mais feliz. Foi muito, mas muito difícil ficar longe de todo mundo. Foi até mais difícil do que eu imaginava. Mas estou bem, e pra não ficar triste penso no natal do ano que vem!
E outra, viver aqui é o máximo. Eu me sinto muito bem nessa cidade. No Brasil existe muita gente diferente por causa da miscigenação, todo mundo é descendente de alguma outra nação, mas todo mundo é brasileiro. E temos a nossa cultura, que é linda e rica, mas é só ela. Aqui não é assim. Aqui tem muita gente diferente, mas não são ingleses descendentes de outras nações, são pessoas de todos os lugares mesmo! E tem gente de todo lado! Uma mistura enorme de culturas. Mas o legal disso é que, por isso, todo mundo respeita todo mundo. Ninguém fica reparando nas roupas, no linguajar, no jeito de ninguém. E eu sei porque eu gosto de reparar nas pessoas, mas não com um olhar crítico, mas um olhar curioso, um olhar fascinado. Porque é assim que eu me sinto por aqui: fascinada. O tempo todo. Com tudo.
Eu sei que nada é perfeito dessa forma que eu estou descrevendo, mas é que eu gosto até dos defeitos daqui. Fazer o quê...
Mas é inegável que Londres me faz bem. Minhas alergias de pele sumiram, nem lembro mais. E o frio, estou adorando, juro que já me acostumei. E percebo isso por causa das roupas. Alguns casacos que eu usava quando cheguei aqui são os mesmos que tenho usado agora, e está bem mais frio, os graus não mentem. E quando faz calor, nem é tanto assim (sei disso porque já estive aqui no verão antes). Então estou adorando tudo. Até essa fog, que eu acho linda e charmosa.
E viver do lado de um aeroporto é legal! Já quase nem noto o barulho dos aviões mais, mas de vez em quando ainda paro pra olhar um pouso ou uma decolagem, e isso só me ajuda com meu medo de voar. Os voos aqui parecem sempre tão tranquilos.
E a minha vista... ah, a minha vista. Eu sei que o que tem aqui do lado não é o Tamisa propriamente dito, sei que é só um canal. Mas ver o pôr do sol pintando a água de laranja e as luzes da noite piscando na superfície inquieta do rio... é lindo.

To adorando tudo isso. E por mais que o esquema todo do Ciência sem Fronteiras pareça estar meio desorganizado, eu só tenho que agradecer pela oportunidade única. E devo muito à galera da UEL também, que nos trata com cuidado e atenção.

“I choose no face to look at, choose no way
I just happen to be here, and It's ok
green grass, blue eyes, grey sky, God bless
silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say” [Caetano Veloso – London, London]

domingo, 9 de setembro de 2012

L'amour


Ainda antes de partir, estou repleta de sentimentos. Corre muita coisa pela minha cabeça e pelo meu coração. Mas acho que o sentimento que mais explica o que estou sentindo é o amor.
Eu estou realizando um sonho da minha vida e isso já me faz muito feliz. Mas o que está me fazendo mais feliz é ver quanta gente está feliz comigo! Quanto carinho! Quanto amor! Amor...
Eu vejo o brilho nos olhos das pessoas quando elas me desejam uma boa viagem, quando elas desejam a minha felicidade nesse um ano fora. E eu nunca senti isso vindo de ninguém com tanta sinceridade e nem com tanta intensidade como tenho sentido agora. Eu tenho sentido isso das pessoas que eu mais amo e até de pessoas que eu nunca esperava.
Isso me ajudou demais. A minha ansiedade costuma atrapalhar minha qualidade de vida, costuma me adoecer, me preocupar, me encher a cabeça. Mas vendo as pessoas realmente felizes por mim, sentindo todo esse carinho, eu fiquei bem. Eu estou bem. Vou viajar tranquila, feliz, confiante!

Então muito obrigada! Obrigada por tudo isso que vocês causam em mim! Saibam que vocês vão comigo, dentro de mim!

Até breve!