quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aparência

Pra que pintar a parede de preto?
Pra que fazer uma tatuagem?
Por que fazer outra?
Por que a terceira?
Pra que outro furo na orelha?
E outro?
Pra que alargador?
Pintou a unha de preto de novo?
Pra que mechas vermelhas no cabelo?
Mechas pretas?
Outra mecha?
Pra que?

Sempre que eu venho com alguma ideia nova a primeira coisa que a minha mãe me pergunta é "pra que?".
Eu sei lá.
Que pergunta difícil. Pra que você usa salto? Ou maquiagem? Essas coisas de aparência são difíceis de entender.
Nunca liguei muito pra isso, mas sei que acaba falando pela pessoa.
Vai ver eu quero simplesmente parecer o tipo de pessoa que faria essas coisas que eu faço com a minha aparência e pronto, sem nada mais por trás.
Eu não sei. Eu só sinto vontade de fazer.
Não pode ser simples assim?
Talvez isso tudo seja uma futilidade da minha parte. Até dói pensar assim. Sempre odiei futilidades.
Prefiro pensar que é uma maneira de me expressar e me fazer entender.
Pode ser também pra eu me sentir bonita, no meu conceito de beleza, e fazer a auto estima subir.
Mas nunca me preocupei muito com isso, sou meio relaxada com esse tipo de coisa.

Acho que a resposta mais bonita (porque faz parecer menos fútil) pra isso tudo seria dizer que a aparência é uma reflexão da personalidade.
Acho que é isso mesmo. Não pensando só em mim, mas em várias pessoas que me vem à mente.
Desde que a aparência não ultrapasse a personalidade, tá tudo bem.

Estou só fuçando nos pensamentos hoje.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tia Glória

Tia Glória da voz de Cinderela.
Das musiquinhas e historinhas para os sobrinhos.
Dos diminutivos.
Do tricô e do crochê.
Das ceias dos natais.
Da salsicha enrolada com massa de pastel de depois do clube.
Do bolinho de arroz.
Da mãozinha macia de princesa.
Das roupas diferentes.
Do apartamento pequenininho de Santos.
Dos bonequinhos safadinhos.
Das colagens na parede.
Do bom humor.
Do dinheirinho deixado na árvore para os sobrinhos.
Dos gestos espontâneos.
Das histórias de viagem.
Da mastigação da língua.
Da voz afinada.
Da cantoria na cozinha.
Das artes.
Da janela do apartamento de Poços.

Eu sempre me fascinei por ela, pela vida diferente que ela levava, pela pessoa diferente que ela era. Tive uma ligação muito forte com ela. O natal vai ser incompleto, assim como a casa da minha avó. O mundo vai ser incompleto.
Guardo as mais doces lembranças.
A amo profundamente.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O vazio

Acho triste perceber quando um relacionamento é vazio.
Eu passei por isso há alguns dias. Reencontrei pessoas com as quais eu já sabia que não havia mais relacionamento algum. Houve, durante um tempo da minha vida, e foi bom, foi memorável. Mas rompeu-se, sem chance de voltar. Acontece que, por mais que eu já soubesse disso tudo, encarar isso e perceber no ato é difícil.
Eu ia dizer um “oi” de longe e tentar não encarar essa situação, mas falhou. Essas amigas pararam e me cumprimentaram, uma a uma, com um abraço frouxo e um beijo de bochecha com bochecha. Alguns segundos de constrangimento, pela total falta de assunto, e a finalização com um “até mais então”.

Esse vazio começa quando você pergunta “tudo bem?” sem se interessar pela resposta. Quando você sente que parar para dar um beijinho é obrigação. Quando você cumprimenta sorrindo e tira o sorriso da cara assim que passa. Quando você esquece o que a pessoa tinha de interessante. Quando você esquece o nome.
Esse é o tipo de relação que todo mundo tem com pelo menos 50% das pessoas no seu orkut ou facebook. Ou vai dizer que você não adiciona a sobrinha do ex-marido da sua vizinha?
É desnecessário e constrangedor.
Mas é triste quando um relacionamento se torna vazio, quando a pessoa significava alguma coisa que você não lembra.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Rape of Proserpina


Este é o nome de uma obra de Gian Lorenzo Bernini.

Eu sempre gostei mais de pinturas e esculturas mais abstratas, mais criativas, que não reproduzem simplesmente o real, mas que o fazem de alguma forma diferente e legal. É lógico que eu sempre admirei o nível de detalhes que as pinturas e as esculturas realistas tem, a preocupação com o caimento da roupa, do tecido, os músculos contraídos ou relaxados, a deformação de um corpo encostado em alguma coisa. Isso é bonito justamente por você ver que o cara olhou todos os mínimos detalhes, não deixou escapar nada. É fantástico. Mas eu sempre preferi as obras mais criativas.
Porém, na minha última aula sobre arte, cresceu uma admiração dentro de mim. Uma admiração por uma obra específica.
A tradução para o português é "Rapto de Proserpina". Mais suave. Como não deveria ser, já que eufemismos não combinam com as obras de Bernini.
Eu fiquei encantada com a perfeição toda da obra. Esculpida, não pode haver erro, não tem borracha.
Um dia ainda verei de perto.
Destaquei o detalhe da obra que mais me impressionou. Acho que impressiona a qualquer um.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

B.Y.O.B.

Bring Your Own Bombs.


domingo, 8 de agosto de 2010

It's getting better

...since you've been mine.

It’s been a year since you held my hand and didn’t let go until the end of the night.
And after that, how could I possibly let you go?
If I had any doubt about my feelings for you, it went away in the moment you hugged me, a year ago.
It was a magical night from the beginning. Every single detail happened in the most perfect way, it shouldn’t be anyway, anytime, anywhere and with anybody else, but you.

I wanna hold your hand. Forever.

I love you.