1. Um basset avançou em mim por eu tentar passar a mão na cabeça dele, mesmo depois de eu dar pipocas à ele. Uma dorberman, com a qual eu fui brincar com o maior receio, fui super lindinha e receptiva.
2. Durante muito tempo, no meu meio de amigos, fui uma das únicas a namorar. Agora estão praticamente todos namorando, e eu solteira.
3. Ontem havia alguém interessado em falar comigo no MSN, e eu saí cedo. Hoje estou no MSN, e disposta a ficar até mais tarde, e não tem ninguém interessado em falar comigo.
C'est la vie.
It doesn't, and you can't, I won't, and it don't, it hasn't, it isn't, it even ain't, and it shouldn't, it couldn't.
sábado, 8 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Sentindo
Inspirada pela "Lisbeth" e pela música lindinha do Paul McCartney (Great Day - indico!), hoje quero falar sobre o nó dos meus sentidos.
Porque eu não posso mais simplesmente confiar neles. Eu olho, sinto o gosto, o cheiro, a textura, ouço, e não posso confiar nisso. Da última vez que confiei em tudo que meus sentidos estavam me mostrando, em tudo que eu via e ouvia, em tudo que eu buscava sentir, eu acabei com a cara no chão. Pois por dentro, aparentemente, era outra coisa.
E aí? Se não posso confiar em tudo que os meus cinco parceiros me mostram, eu vou confiar no que?
Agora meus sentidos me trouxeram, como numa valsa, até uma bifurcação. Vim deslizando, sem perceber. E que caminho escuro. Meus sentidos não conseguem nem imaginar o que vem pela frente. Parei de respirar, fechei os olhos e a boca, tapei os ouvidos, e aqui fiquei. Só olhando o presente.
E, ah!, como eu queria que meus sentidos estivessem certos! Como eu queria acreditar no que vejo agora, no que ouço... e correr o risco de quebrar a cara de novo?
Toda vez que eu quebro a cara e junto os caquinhos de novo, fica uma cicatriz.
Estou com medo das possíveis proporções de uma nova cicatriz.
Ah, hoje eu to cagona, mas quem sabe amanhã eu to meio Hércules?
Porque eu não posso mais simplesmente confiar neles. Eu olho, sinto o gosto, o cheiro, a textura, ouço, e não posso confiar nisso. Da última vez que confiei em tudo que meus sentidos estavam me mostrando, em tudo que eu via e ouvia, em tudo que eu buscava sentir, eu acabei com a cara no chão. Pois por dentro, aparentemente, era outra coisa.
E aí? Se não posso confiar em tudo que os meus cinco parceiros me mostram, eu vou confiar no que?
Agora meus sentidos me trouxeram, como numa valsa, até uma bifurcação. Vim deslizando, sem perceber. E que caminho escuro. Meus sentidos não conseguem nem imaginar o que vem pela frente. Parei de respirar, fechei os olhos e a boca, tapei os ouvidos, e aqui fiquei. Só olhando o presente.
E, ah!, como eu queria que meus sentidos estivessem certos! Como eu queria acreditar no que vejo agora, no que ouço... e correr o risco de quebrar a cara de novo?
Toda vez que eu quebro a cara e junto os caquinhos de novo, fica uma cicatriz.
Estou com medo das possíveis proporções de uma nova cicatriz.
Ah, hoje eu to cagona, mas quem sabe amanhã eu to meio Hércules?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Sky
Sempre achei que olhar o céu é coisa de apaixonado.
Não sei explicar bem o porquê, mas acho que quem repara no céu está com o coração acelerado por alguém.
Talvez o amor seja um sentimento azulado, dos tons do céu.
Talvez a distância dos astros conforte a distância do amor.
Talvez o brilho das estrelas lembre o sorriso do outro. Ou o olhar.
Talvez a imensidão seja o único lugar onde cabe o amor de um apaixonado.
Talvez a lindeza do universo lembre a do dito cujo.
Não tenho certeza, mas sei que todo apaixonado olha pro céu e sorri. E viaja. E pensa.
Devo ser uma eterna apaixonada. Olho o céu todos os dias, admiro as estrelas todas as noites, curto os tons do fim da tarde e procuro a Lua em todas as fases.
Acho que sou apaixonada pelo céu.
Mas não nego que a Lua me lembra você.
Não sei explicar bem o porquê, mas acho que quem repara no céu está com o coração acelerado por alguém.
Talvez o amor seja um sentimento azulado, dos tons do céu.
Talvez a distância dos astros conforte a distância do amor.
Talvez o brilho das estrelas lembre o sorriso do outro. Ou o olhar.
Talvez a imensidão seja o único lugar onde cabe o amor de um apaixonado.
Talvez a lindeza do universo lembre a do dito cujo.
Não tenho certeza, mas sei que todo apaixonado olha pro céu e sorri. E viaja. E pensa.
Devo ser uma eterna apaixonada. Olho o céu todos os dias, admiro as estrelas todas as noites, curto os tons do fim da tarde e procuro a Lua em todas as fases.
Acho que sou apaixonada pelo céu.
Mas não nego que a Lua me lembra você.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Labirinto
O que será que ele está pensando?
O que será que ele está pensando que eu estou pensando?
Será que ele sabe que estou pensando no que ele deve estar pensando?
E assim o cérebro segue, infinitamente, nos guiando por um labirinto do medo de se comunicar. Basta perguntar, certo? Um pouco de sinceridade e honestidade.
Bote pra fora, pergunte como quiser, responda como quiser, aja como quiser. E pare de pensar no que os outros estão pensando! Não vê que é um labirinto? Que todo mundo faz isso? E que assim a tendência é ficarmos projetando, imaginando, alucinando, iludindo, por não sabermos o que todos estão pensando e por não falarmos o que estamos pensando!
Mas mesmo sabendo de tudo isso, eu não crio coragem para falar tudo o que penso e nem para perguntar o que você está pensando.
Mas de vez em quando eu arrisco.
E assim caminha a humanidade...
O que será que ele está pensando que eu estou pensando?
Será que ele sabe que estou pensando no que ele deve estar pensando?
E assim o cérebro segue, infinitamente, nos guiando por um labirinto do medo de se comunicar. Basta perguntar, certo? Um pouco de sinceridade e honestidade.
Bote pra fora, pergunte como quiser, responda como quiser, aja como quiser. E pare de pensar no que os outros estão pensando! Não vê que é um labirinto? Que todo mundo faz isso? E que assim a tendência é ficarmos projetando, imaginando, alucinando, iludindo, por não sabermos o que todos estão pensando e por não falarmos o que estamos pensando!
Mas mesmo sabendo de tudo isso, eu não crio coragem para falar tudo o que penso e nem para perguntar o que você está pensando.
Mas de vez em quando eu arrisco.
E assim caminha a humanidade...
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Tarantinando
Pensando num modo meio Quentin Tarantino: quando você deseja que um momento não acabe nunca, é quando você sabe que gosta da companhia de tal pessoa.
Está tudo tão agradável que, de repente, já é tarde, o tempo voou e você deve se despedir. E aí você se sente impotente e nenhum pouco dono da sua vida, pois tem de dar fim a um momento extremamente querido. E a vontade de largar mão de tudo, e conversar eternamente com um grupo seleto de pessoas, nasce, cresce, reproduz e morre. Num período tão curto de tempo que faz você se sentir idiota por não ter lutado mais por isso.
O sentimento nasce e você sente enorme alegria.
O sentimento cresce e te dá vontade de ter capacidade para fazer fotossíntese, para ser ininterrupto.
O sentimento reproduz e você posta um texto medíocre no seu blog.
O sentimento morre e você perde a certeza de que foi lindo, e se sente inseguro para repetir.
Pelo menos funciona assim comigo.
Está tudo tão agradável que, de repente, já é tarde, o tempo voou e você deve se despedir. E aí você se sente impotente e nenhum pouco dono da sua vida, pois tem de dar fim a um momento extremamente querido. E a vontade de largar mão de tudo, e conversar eternamente com um grupo seleto de pessoas, nasce, cresce, reproduz e morre. Num período tão curto de tempo que faz você se sentir idiota por não ter lutado mais por isso.
O sentimento nasce e você sente enorme alegria.
O sentimento cresce e te dá vontade de ter capacidade para fazer fotossíntese, para ser ininterrupto.
O sentimento reproduz e você posta um texto medíocre no seu blog.
O sentimento morre e você perde a certeza de que foi lindo, e se sente inseguro para repetir.
Pelo menos funciona assim comigo.
domingo, 2 de agosto de 2009
Timidez
Estou procurando uma vantagem em ser tímida.
Até agora não encontrei, mas continuo procurando. Deve ter, não é possível!
Fuçando no meu pensamento consegui achar só podres na minha timidez. Muitas pessoas me falam que, por eu ficar muito quieta e séria, me acham chata e arrogante logo que me conhecem. Ainda bem que mudam de opinião depois. Quer dizer, espero que mudem.
E a dificuldade para comunicação? Se qualquer coisa me deixar meio sem graça eu já gaguejo e me perco nas frases. Fora aquelas situações que fazem todo mundo prestar atenção em mim, tipo responder/fazer uma pergunta na classe, apresentar algo, tropeçar, falar alto, usar algo chamativo. Nessas situações eu queria ficar invisível ou microscópica. O sentimento que roda pelo meu corpo é horrível, meu coração dispara, meu cérebro não raciocina e meu peito faz força para eu me implodir e sumir.
Sendo assim, a intimidade é algo a ser consquistado comigo, e não facilmente.
Mas depois de íntima, eu sou descontraída e relaxada. Até demais.
E mesmo que o mundo evolua, que o homem mude, que o cérebro desenvolva, que a paz reine ou que a guerra domine, o primeiro "oi" de um tímido é sempre muito difícil. E nada vai mudar isso.
Até agora não encontrei, mas continuo procurando. Deve ter, não é possível!
Fuçando no meu pensamento consegui achar só podres na minha timidez. Muitas pessoas me falam que, por eu ficar muito quieta e séria, me acham chata e arrogante logo que me conhecem. Ainda bem que mudam de opinião depois. Quer dizer, espero que mudem.
E a dificuldade para comunicação? Se qualquer coisa me deixar meio sem graça eu já gaguejo e me perco nas frases. Fora aquelas situações que fazem todo mundo prestar atenção em mim, tipo responder/fazer uma pergunta na classe, apresentar algo, tropeçar, falar alto, usar algo chamativo. Nessas situações eu queria ficar invisível ou microscópica. O sentimento que roda pelo meu corpo é horrível, meu coração dispara, meu cérebro não raciocina e meu peito faz força para eu me implodir e sumir.
Sendo assim, a intimidade é algo a ser consquistado comigo, e não facilmente.
Mas depois de íntima, eu sou descontraída e relaxada. Até demais.
E mesmo que o mundo evolua, que o homem mude, que o cérebro desenvolva, que a paz reine ou que a guerra domine, o primeiro "oi" de um tímido é sempre muito difícil. E nada vai mudar isso.
Eleanor Rigby
"Ah, look at all the lonely people!
Eleanor Rigby picks up the rice in the church where a wedding has been, lives in a dream. Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door. Who is it for?
All the lonely people, where do they all come from? All the lonely people, where do they all belong?
Father McKenzie, writing the words of a sermon that no one will hear, no one comes near. Look at him working, darning his socks in the night when there's nobody there. Why does he care?
Eleanor Rigby died in the church and was buried along with her name. Nobody came. Father McKenzie, wiping the dirt from his hands as he walks from the grave, no one was saved.
All the lonely people, where do they all come from? All the lonely people, where do they all belong?"
Eu nunca vi alguém contar uma história tão tocante com tão poucas palavras.
Vou fazer uma afirmação arriscada: talvez esta seja a minha beatlesong preferida.
Eleanor Rigby picks up the rice in the church where a wedding has been, lives in a dream. Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door. Who is it for?
All the lonely people, where do they all come from? All the lonely people, where do they all belong?
Father McKenzie, writing the words of a sermon that no one will hear, no one comes near. Look at him working, darning his socks in the night when there's nobody there. Why does he care?
Eleanor Rigby died in the church and was buried along with her name. Nobody came. Father McKenzie, wiping the dirt from his hands as he walks from the grave, no one was saved.
All the lonely people, where do they all come from? All the lonely people, where do they all belong?"
Eu nunca vi alguém contar uma história tão tocante com tão poucas palavras.
Vou fazer uma afirmação arriscada: talvez esta seja a minha beatlesong preferida.
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